
António Venâncio Psicólogo Clínico
Este é um espaço de psicoterapia, orientado pela psicologia analítica de Carl Gustav Jung. Aqui apresento o meu trabalho clínico enquanto psicólogo e psicoterapeuta, centrado na escuta da experiência emocional, do mundo simbólico e da relação terapêutica.
A psicoterapia é entendida como um processo relacional exigente, no qual terapeuta e paciente estão implicados. O trabalho assenta num método clínico estruturado, com enquadramento, continuidade e atenção às dinâmicas emocionais e inconscientes. Não se orienta por soluções imediatas, mas por um processo sustentado no tempo, onde sonhos, imagens, afetos e conflitos podem ganhar lugar, forma e significado.
Trabalho com adultos, crianças e adolescentes, em contexto presencial em Lisboa e também em modalidade online. O enquadramento terapêutico assenta na confidencialidade, no respeito pelo ritmo de cada pessoa e na atenção à singularidade de cada processo.
Sou psicólogo clínico, membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, e encontro-me a concluir a especialidade como Analista Junguiano (7º ano da especialidade) na Sociedad Española de Psicología Analítica (SEPA), membro da International Association for Analytical Psychology (IAAP).

"Quem olha para fora sonha; quem olha para dentro desperta."
Carl Gustav Jung
Os sonhos e a imagética ocupam um lugar central neste processo. Estes são uma das principais formas de comunicação do inconsciente. Eles acompanham a psicoterapia de forma contínua e ajudam a orientar o processo ao longo do tempo. Através das imagens oníricas e do símbolo, o inconsciente mostra conflitos, impasses, compensações e direções possíveis para o desenvolvimento psicológico. O trabalho com os sonhos e com as imagens que emergem, não visa respostas literais, mas a compreensão do seu significado simbólico e da forma como se relacionam com a vida concreta.
Ao longo da psicoterapia, estabelece-se assim um diálogo contínuo entre a consciência e o inconsciente. Este diálogo permite ampliar a compreensão de si próprio, reconhecer padrões internos e encontrar novas formas de se relacionar consigo, com os outros e com o mundo. Jung chamou a este movimento processo de individuação, entendido como um desenvolvimento gradual em direção a uma maior integração psicológica e coerência interna.
A psicoterapia analítica implica também uma responsabilidade ética específica por parte do terapeuta. Na tradição junguiana, considera-se que um terapeuta só pode acompanhar verdadeiramente o outro na medida em que conhece e continua a trabalhar o seu próprio mundo psíquico. Por essa razão, a análise pessoal profunda e prolongada e a supervisão clínica regular fazem parte integrante deste trabalho. O terapeuta não se coloca como alguém que “já chegou”, mas como alguém que permanece em processo ao longo da vida.
O terapeuta é afetado pelo encontro terapêutico e transforma-se com ele, mas essa implicação não é confusional nem horizontal. Existem limites claros, enquadramento e uma assimetria própria da relação terapêutica que permitem sustentar a intensidade do trabalho de forma responsável. A psicoterapia junguiana é, nesse sentido, um processo vertical, no qual ambos são transformados pelo contacto com o inconsciente, cada um a partir do seu lugar e da sua função.
Especialidades
Psicoterapia e Psicologia Clínica
A psicoterapia moderna surge na viragem do século XIX para o século XX, com Sigmund Freud, a partir da ideia de que o sofrimento psicológico pode ser tratado através da palavra e da relação entre duas pessoas. Freud atribui um lugar central aos sonhos, considerando-os uma via privilegiada de acesso ao inconsciente, e introduz a noção de que aquilo que se diz, o que se sente e o que acontece na relação terapêutica faz parte essencial do tratamento.
Carl Gustav Jung dá continuidade a este trabalho, mas alarga-o de forma decisiva. Para além da atenção ao sofrimento e aos sintomas, Jung introduz uma nova visão sobre os sonhos, a existência de um inconsciente colectivo e um desenvolvimento psicológico ao longo de toda a vida. A psicoterapia deixa de ser apenas um meio para aliviar sintomas e passa a ser entendida como um processo de transformação psíquica e de construção de sentido.
A psicoterapia é um trabalho psicológico realizado ao longo do tempo, em encontros regulares entre paciente e terapeuta, num enquadramento de confidencialidade, continuidade e respeito pelo ritmo de cada pessoa. A relação terapêutica é central, porque é nela que muitos dos conflitos, padrões e dificuldades internas se tornam visíveis e podem ser pensados e elaborados.
A psicoterapia junguiana segue um método clínico próprio. Não se baseia em soluções padronizadas, mas numa atenção contínua à vida psíquica e às suas manifestações. Emoções intensas, sintomas, dificuldades nos relacionamentos e repetições que causam sofrimento são entendidos como sinais de processos internos que precisam de ser compreendidos, e não apenas eliminados.

Novidades
Lançamento da Sociedade Portuguesa de Psicologia Analítica
É com grande satisfação que partilho a emocionante notícia do lançamento da Sociedade Portuguesa de Psicologia Analítica! Como membro fundador, é um orgulho ver a nossa visão tornar-se realidade, após anos de dedicação e formação.
No dia 19 de outubro de 2024, concretizámos este sonho com um evento inaugural memorável na Universidade Lusíada em Lisboa, com uma palestra do Analista Junguiano Pedro Mendes. A Sociedade Portuguesa de Psicologia Analítica ( SPPA), nasce para colmatar a lacuna na formação de Analistas Junguianos em Portugal, com reconhecimento internacional. Tanto a Sociedade como a marca que chancela, o Instituto Carl Gustav Jung Portugal, estão orgulhosamente afiliadas à International Association of Analytical Psychology (IAAP) em Zurique, reconhecida pelo próprio Jung ainda em vida.
Agradeço a todos os que fizeram parte desta jornada e convido-vos a juntarem-se a nós nos futuros eventos, enquanto exploramos o vasto mundo da psicologia analítica e o legado de Carl Jung.

